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FATOS
HISTÓRICOS
Compõe,
com a Letônia e Lituânia, o grupo das três repúblicas
do mar Báltico que recentemente recuperaram a independência
depois de terem sido anexadas pela antiga URSS. Os estonianos
descendem de tribos etnicamente próximos dos finlandeses,
submetidas na Idade Média a diversos invasores, entre os quais
vikings da Noruega. No século XII, o território estoniano
é dividido entre os dinamarqueses, que ocupam o norte, e os cavaleiros
teutônicos (germânicos), no sul. Em 1629, a Estônia
inteira é ocupada pela Suécia e, em 1721, torna-se província
do Império Russo. Em 1905, durante a primeira revolução
contra o czrismo na Rússia, eclode na Estônia um levante
pela independência, mas o movimento é esmagado.
Em 1920,
o país se torna independente pela
primeira vez, depois de um período de turbulência em que
é ocupado pelos comunistas russos (na revolução bolchevique
de 1917) e por tropas alemãs (em 1918, às vésperas
do fim da 1a Guerra Mundial). É formado um governo democrático,
chefiado pelo líder nacionalista Konstantin Päts. Em 1934
dá um golpe de Estado e estabelece uma ditadura facista.
Anexação
à URSS -- O tratado de não-agressão entre URSS e
a Alemanha nazista (Pacto Molotov_Ribbentrop), em agosto de 1939, põe
fim à soberania estoniana. Em conseqüência do tratado,
o país é ocupado por tropas soviéticas em julho de
1940. O ditador soviético Josef Stalim anexa a Estônia à
URSS e desencadeia uma brutal perseguição aos adversários
do comunismo, deportados aos milhares para a Sibéria. Em 1941,
a Alemanha entra em guerra contra a URSS; em junho, a Estônia é
invadida e ocupada pelos alemães, que permanecem no país
até serem expulsos pelos soviéticos em 1944.
Com o fim da 2a Guerra Mundial (1939-1945), a Estônia é obrigada
novamente a integrar a URSS na condição de república
socialista soviética. É aplicada uma política de
"russificação" da Estônia por meio da transferência
maciça de famílias russas para o país. Os habitantes
etnicamente estonianos caem de 90% da população, antes de
1940, para 61,5%, em 1989.
Nacionalismo-
As aspirações nacionalistas, sufocadas pela repressão,
voltam a florar com abertura política (glasnost) implementada pelo
presidente soviético Michail Gorbatchov a partir de 1985. Na Estônia,
na Letônia e na Lituânia, os oposicionistas formam as Frentes
Populares - movimentos políticos que defendem a independência
das três repúblicas bálticas. Sob pressão do
movimento separatista, o Soviete Supremo (Parlamento) da Estônia
adota , em novembro de 1988 , uma declaração de soberania
que inclui o direito de não acatar as leis da URSS .
Em novembro de 1989, o Parlamento dá mais um passo rumo à
secessão, ao declarar nula a decisão tomada por seu predecessor,
em 1940, de ingressar na URSS,com o argumento de que a votação,
na época, ocorreu sob ameaça militar. Em fevereiro de 1990,
os nacionalistas obtêm dois terços do Parlamento, em eleições
livres. A terça parte restante fica com os russos étnicos,
contrários à independência.
Independência
- A marcha para a secessão prossegue, em maio de 1990, com a decisão
do Parlamento de restaurar os cinco primeiros artigos da Constituição
de 1938, que definem a Estônia como um país independente.
As autoridades estonianas boicotam o referendo realizado na URSS sobre
o futuro da união e realizam, em março de 1991, um plebiscito
sobre a independência estoniana, que é apoiada por 78% dos
votantes.
O último laço com a URSS é rompido por ocasião
do fracassado golpe militar contra Gorbatchov, em agosto de 1991. Durante
o golpe, tropas soviéticas entram em Tallinn e ocupam as instalações
da televisão. O Parlamento, porém,
não é impedido de se reunir e proclama, em 20 / 08 / 1991,
a independência completa e imediata da Estônia. Adota-se o
parlamentarismo, com o cargo de primeiro-ministro mantido nas mãos
de Edgard Savisaar, da Frente Popular, que já o vinha exercendo
na fase final do período soviético. Em setembro de 1991,
a URSS reconhece a independência da Estônia, que se recusa
a aderir à Comunidade dos Estados Independente (CEI), criada no
final do ano com a extinção da URSS. Em janeiro de 1992,
a crise econômica provoca a renúncia de Savisaar e sua substituição
por Tiit Vähi. Em setembro são realizadas eleições
parlamentares e presidenciais, mas nenhum candidato consegue maioria absoluta.
Em outubro o nacionalista Leonard Meri é eleito presidente pelo
Parlamento. Logo depois indica Mart Larr, do partido Pró-Pátria
como primeiro-ministro.
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